3 de fevereiro de 2012

Manhã de briol


O termómetro do meu carro marcava -4ºC às 7h45, hora a que pretendia sair de casa em direcção à escola de condução. É verdade, nada melhor que dar uma voltinha de mota às 8h da matina com um frio do raio para acordar.
Como tento ser um “homem  prevenido”, ontem coloquei umas quantas folhas de jornal no pára-brisas presas com as escovas, mas como é óbvio o vento tratou de virar algumas deixando partes do vidro a descoberto, o que permitiu a formação de “ilhas de gelo”. Mais uma vez, prevenido como sou, tenho uma garrafa de água no carro para solucionar estes contratempos e decidi actuar em conformidade para me por na alheta o quanto antes.
Distraído como sou, não me lembrei que a temperatura do vidro seria igual à do ar, ou muito próxima, o que fez com que ao despejar a água as ilhas se aglomerassem num único bloco que era… do tamanho do vidro!
Depois de 10 minutos a raspar inconsequentemente, manter as escovas a trabalhar enquanto descarregava os jactos de água e ligar o aquecimento interior do carro, consegui finalmente fazer-me ao caminho a espreitar por alguns buracos abertos entre aquela película de gelo.
Peguei na mota acompanhado pelo dito briol e embora levasse luvas, 500 metros depois já não sentia os dedos. A certa altura já estavam dormentes e a doer de tão frios, o pulso já tinha alguma dificuldade em se mover, o que ocasionalmente levava a umas acelerações a fundo quando carregava na embraiagem para meter as mudanças.
Quando o instrutor mandou trocar de condutor e acabou com o meu sofrimento, revelou que o termómetro ainda não tinha subido dos -2ºC. Quando regressei ao carro para me encaminhar para o trabalho, o vidro continuava com uma camadona de gelo, que me valeu mais 5 minutos de atraso.

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