13 de agosto de 2012

Era doce e acabou-se


Como tudo tem um fim, as férias não são excepção, ao décimo terceiro dia de Agosto voltei ao trabalho. Foi contra minha vontade, que fique claro. Quando um dia um dos administradores da empresa onde trabalho me perguntou se não estava farto de férias, respondi-lhe com nova pergunta, “Já alguma vez recebeu alguma queixa por excesso de férias e aumento de ordenado?”. Bastou um sorriso como resposta.  Obviamente que a conversa só pode acontecer desta forma ligeira pela boa relação que existe.
Naturalmente que só não me farto das férias porque sou uma pessoa que se contenta com pouco, ou seja, a preguiça não me assusta e se o vírus me atacar não me queixo. Tento não cultivar o tédio porque acho que isso também não é vida, no entanto por vezes sabe-me bem ter momentos sem fazer rigorosamente nada.
Gosto de umas férias com um bocadinho de tudo, conhecer coisas novas, fazer outras de que gosto mas que no dia-a-dia não se proporcionam, estar com a família que nesta altura regressa à base, dormir mais um bocadinho (se a pequena deixar e felizmente deixou), quebrar com algumas rotinas, enfim preencher bem o tempo para ter a sensação de que foi aproveitado.
O mês de Agosto também não é dos meus preferidos para trabalhar, pelo clima e por ter a família por cá, tornando escasso o tempo de convívio se não estiver de férias. Felizmente tenho uma família grande, com muitos primos e tios, que como acontece em grande parte das famílias portuguesas, boa parte dos seus membros emigrou na década de 60 e 70, por lá vive ainda hoje regressando apenas neste mês. Como me habituei nos tempos de estudante a estar com eles no período de Verão, agora que o não posso fazer com a mesma disponibilidade cronológica sinto-lhe muito a falta.
De uma coisa não me posso queixar, a semana para pegar ao trabalho não podia ser melhor, um feriado pelo meio atenua um bocado o ritmo e dá logo direito a descanso ao fim de dois dias de luta. 

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