Li hoje numa notícia
que o militar da GNR que deu um pontapé num porco na A1, quando o animal se
encontrava por lá a passear após o veículo em que seguia ter tido um acidente,
se arrisca a ficar suspenso por 4 meses e sem o respectivo salário por causa do
seu acto.
Esta é a pena máxima
a que pode ser sujeito o GNR pois o caso ainda se encontra em averiguações.
Nessas averiguações não será ouvido o porco pois para além de não ter nada para
dizer (é um animal e não fala) já morreu. Aliás a morte desse e doutros porcos
foi mesmo o motivo do seu passeio no camião acidentado, que seguia para o
matadouro.
Desconheço em que
pratos foram servidas as febras da vítima da agressão, mas como o acaso tem
coisas interessantes, às tantas ainda foi parar ao prato do GNR e os 4 meses de
castigo sem salário ainda são pouco, ou então foram parar ao prato de um
radical defensor dos direitos dos animais que não seja vegetariano e seja
amante de uma bela carne de porco à Alentejana.
A verdade é que andam
por aí muitos porcos a merecer umas biqueiradas e ninguém lhes toca, tal como é
verdade muitos GNR’s levarem biqueiradas de muitos porcos e a esses poucos os
criticam.
Pelo que vejo do
resultado do jogo continua a haver um triunfo de alguns porcos tenha razão ou
não (e neste caso até acho que não) o GNR. Certo é que basta entrar numa
exploração suinícola para saber que os porcos nem sempre são muito bem
tratados, não é só na auto-estrada do norte. Também é certo que os porcos são
criados para nos alimentar e que o papel dos GNR’s não é andar à biqueirada,
seja aos porcos ou a outra coisa qualquer. Agora fazer um chinfrim destes por
um pontapé num porco e tirar 4 meses de salário ao homem é na minha opinião uma
atitude um bocado para o… porca.









